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A água é elemento vital que diferencia o nosso planeta dos outros. E foi justamente na água dos oceanos que, há mais de três bilhões de anos, surgiram as primeiras formas de vida. Porém, o aumento da população mundial e a poluição são fatores comprometedores ao uso da água, que pode acabar se não forem tomadas medidas para seu uso sustentado e garantia da sua renovação. Nesse início do século 21, a expectativa é que cerca de um terço dos países do mundo sofrerá com a escassez permanente de água. Isso porque, desde 1950, seu consumo em todo o mundo triplicou. Para que a água continue sendo potável e suficiente para todos, a população precisa se conscientizar da importância dela para as suas vidas e mudar seus hábitos. A água não é um bem de consumo, e não deve ser tratada como tal. Na verdade, é um recurso natural, essencial para a vida e cada vez mais ameaçado. Para manter as funções vitais, o ser humano precisa consumir cerca de 2,5 litros de água diariamente. Esta quantidade pode variar de acordo com a temperatura, peso e realização de atividades. Em condições normais, perdemos 2,5 litros de água por dia, sendo 400 ml na respiração (durante a expiração); 1,2 litro ao urinar; 600 ml na transpiração e entre 100 e 300 ml na evacuação. A hidratação regular é muito importante, já que quando a perda de água atinge um litro a sensação é de sede. Quando o prejuízo chega a 2 litros, além da sede, há cansaço e fadiga. Já quando temos 3 litros de água a menos, ocorre a desidratação e riscos para a vida devido ao mau funcionamento dos rins. A água regula a temperatura do nosso corpo elimina resíduos metabólicos pela urina e faz a distribuição de nutrientes entre os órgãos. Além disso, ela não possui nenhuma caloria e diminui a sensação de fome. Mas a água não tem apenas uma função importante para a saúde e o pleno funcionamento de nosso organismo. Ela está presente em diversas atividades do nosso dia-adia, principalmente no uso doméstico, como para cozinhar outros alimentos, para a higiene pessoal, limpeza da casa e de nosso ambiente de trabalho. A água também é muito utilizada na indústria. Outra característica vital da água é o papel que desempenha para o pleno funcionamento do planeta Terra. Toda a água que existe no planeta está em constante movimento: evapora dos oceanos, rios e lagos, transforma-se em vapor e forma nuvens na atmosfera. Quando esse vapor se condensa, a água volta para a Terra em forma de chuva, granizo ou neve, constituindo os lagos, os rios e os riachos que vão desaguar no mar.
A maior parte da água doce existente no mundo está concentrada em apenas 19 países. E o Brasil é uma das nações privilegiadas, pois possui 13,7% da água doce do planeta, embora sofra com o problema de concentração dos mananciais: 70% do recurso está na região Norte. O consumo de água em nosso país divide-se da seguinte forma: 59% destinados à agricultura, 22% em uso doméstico e 19% em uso industrial. No item que está ligado diretamente a nós consumidores, o uso doméstico, boa parte do desperdício em nosso país concentra-se nos vazamentos escondidos, descargas soltas ou antigas e na falta de racionalização do uso. Já a poluição ambiental é um dos principais fatores que colaboram com a degradação dos recursos hídricos no Brasil. Uma das alternativas para regiões com escassez de água doce é a utilização de água com alta concentração de sais, como a água salobra (muito comum nos aqüíferos subterrâneos do Nordeste brasileiro) e a água do mar. Para torná-las potáveis, ou seja, apropriada ao consumo humano, é necessário fazer a dessalinização, um processo que exige alto investimento e recursos tecnológicos complexos para a produção em larga escala. Neste caso, o preço da água para o consumidor final torna-se muito mais elevado, devido à menor oferta e gastos envolvidos para torná-la potável. O adensamento populacional aliado à ocupação desordenada faz com que o serviço de distribuição de água potável torne-se uma tarefa desafiadora para o poder público nas grandes cidades do Brasil. Além disso, o problema no processo de urbanização reflete diretamente na qualidade da água dos mananciais que abastecem as cidades. Ou seja, além do tratamento da água, torna-se fundamental o desenvolvimento de novas técnicas de captura da água bruta e um intenso programa social de conscientização ambiental da população. • Regule torneiras e descargas. Conserte os vazamentos assim que forem notados; • Feche a torneira enquanto escova os dentes. Se enxaguar a boca com um copo d´água, conseguirá economizar mais de 11,5 litros de água (casa) e 79 litros (apartamento); • Economize água colocando um tampão na pia e fazendo do lavatório um tanquinho, enquanto faz a barba, por exemplo. Detalhe: ao fazer a barba em cinco minutos, com a torneira meio aberta, pode-se chegar a gastar até 12 litros de água (casa) e 80 litros (apartamento); • Procure não tomar banhos demorados. Cinco minutos no chuveiro são suficientes para um bom banho. Coloque um balde embaixo do chuveiro para armazenar a água enquanto esquenta. Assim, ela pode ser utilizada para outras atividades da casa, como para colocar a roupa de molho ou lavar a louça; • Não use a privada como lixeira ou cinzeiro. Não jogue papel higiênico, absorvente, ponta de cigarro, preservativo, gilete, pó de café, restos de comida, cascas de frutas, legumes, óleo e qualquer outro tipo de detrito; • Nunca acione a descarga à toa, pois ela gasta muita água. • Ao lavar louça, ensaboe tudo que tem que ser lavado e depois abra a torneira novamente para enxágüe; • Só ligue a máquina de lavar louça quando ela estiver cheia; • Na higienização de frutas e verduras, utilize cloro ou água sanitária de uso geral (uma colher para um litro de água, por 15 minutos). Depois coloque duas colheres de sopa de vinagre em um litro de água e deixe por mais 10 minutos, economizando o máximo de água possível. • Junte bastante roupa suja antes de ligar a máquina ou usar o tanque. Não lave uma peça por vez. Procure usar a máquina no máximo três vezes por semana; • Se as roupas são lavadas no tanque, deixe-as de molho e use a mesma água para esfregar e ensaboar. Use água nova apenas no enxágüe. Aproveite esta última água para lavar o quintal ou a área de serviço; • Reuse a água do tanque para lavar carros e calçadas ou use, para estes casos, um balde. • Confira seu relógio de água (o hidrômetro). Faça um teste fechando todas as torneiras, desligando os aparelhos que usam água e não utilize os sanitários. Anote o número que aparece ou marque a posição do ponteiro maior do seu hidrômetro. Depois de uma hora, verifique se o número mudou ou o ponteiro se movimentou. Se isso aconteceu, há algum vazamento em sua casa; • Use um regador para molhar as plantas ao invés de utilizar a mangueira; • Não fique horas lavando a calçada com água potável; • Se você tem uma piscina de tamanho médio exposta ao sol e à ação do vento, saiba que ela perde aproximadamente 3.780 litros de água por mês por evaporação, o suficiente para suprir as necessidades de água potável de uma família de quatro pessoas por cerca de um ano e meio, considerando o consumo médio de dois litros/habitante/dia. Com uma cobertura (encerado, material plástico), a perda é reduzida em 90%. Caixa d’água • Mantenha sua caixa d’água limpa, ela deve ser lavada pelo menos a cada seis meses. • Consertos de vazamentos na rua são de responsabilidade da Estação de Tratamento de Água de sua cidade. Se você constatar um, acione a instituição responsável em seu município. • Consertos de vazamentos dentro de casa são de responsabilidade do morador, que deve consertá-lo rapidamente. Segundo a Sabesp, um pequeno buraco de dois milímetros no encanamento desperdiça até 3.200 litros de água em um dia. Quanto mais rápido você fizer isso, menor será seu prejuízo.
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