LIXO O MAL DO MUNDO CIVILIZADO
“A palavra lixo é derivada do termo latim lix, significa “cinza”. No dicionário, ela é definida como sujeira, imundice, coisa ou coisas inúteis, velhas, sem valor. Na linguagem técnica, é sinônimo de resíduos sólidos e é representado por materiais descartados pelas atividades humanas. Desde os tempos mais remotos até meados do século XVIII, quando surgiram as primeiras indústrias na Europa, o lixo era produzido em pequena quantidade e constituído essencialmente de sobras de alimentos. A partir da Revolução Industrial, as fábricas começaram a produzir objetos de consumo em larga escala e a introduzir novas embalagens no mercado aumentando consideravelmente o volume e a diversidade de resíduos gerados nas áreas urbanas. O homem passou a viver a era dos descartáveis em que a maior parte dos produtos - desde guardanapos de papel, latas de refrigerante e até computadores - são inutilizados e jogados fora com enorme rapidez.”
Do livro “Lixo - De onde vem? Para onde vai?” de Francisco Luiz Rodrigues e Vilma Maria Gravinatto - Ed. Moderna - www.lixo.com.br

Ao mesmo tempo, o crescimento acelerado das metrópoles fez com que as áreas disponíveis para a colocação do lixo se tornassem escassas. A sujeira acumulada no ambiente aumentou a poluição do solo e das águas, bem como, piorou as condições de saúde das populações em todo o mundo, especialmente nas regiões menos desenvolvidas. Até hoje, no Brasil, a maior parte dos resíduos recolhidos nos centros urbanos é simplesmente jogada sem qualquer cuidado em depósitos existentes nas periferias das cidades. Nos últimos anos, nota-se uma tendência mundial em reaproveitar cada vez mais os produtos jogados no lixo para fabricação de novos objetos, por meio dos processos de reciclagem, o que representa economia de matéria-prima e de energia fornecidas pela natureza. Assim, o conceito de lixo tende a ser modificado, podendo ser entendido como “coisas que podem ser úteis e aproveitáveis pelo homem”.

O tempo que a natureza leva para decompor alguns dos produtos
• Papel cerca de 6 meses
• Filtro de cigarro 5 anos
• Chiclete 5 anos
• Embalagem longa vida até 100 anos (alumínio)
• Nylon 30 anos
• Plástico até 450 anos
• Metal cerca de 450 anos
• Pneus tempo indeterminado
• Vidro indeterminado
Fonte: www.ambientebrasil.com.br

CLASSIFICAÇÃO DO LIXO
Para determinar a melhor tecnologia para tratamento, aproveitamento ou destinação final do lixo é necessário conhecer a sua classificação:

Lixo urbano
Formado por resíduos sólidos em área urbana. Estão incluídos nesta categoria os resíduos domésticos, efluentes industriais domiciliares (pequenas indústrias de fundo de quintal) e resíduos comerciais.

Lixo domiciliar
Formado pelos resíduos sólidos de atividades residenciais, contém muita quantidade de matéria orgânica, plástico, lata e vidro.

Lixo comercial
Formado pelos resíduos sólidos das áreas comerciais, é composto por matéria orgânica, papéis e plástico de vários grupos.

Lixo público
Formado por resíduos sólidos e por produto de limpeza pública (areia, papéis, folhagem, poda de árvores etc.).

Lixo especial
Formado por resíduos geralmente industriais, merece tratamento, manipulação e transporte especial. São eles: pilhas, baterias, embalagens de agrotóxicos, embalagens de combustíveis, de remédios ou venenos.

Lixo industrial
Nem todos os resíduos produzidos pela indústria podem ser designados como lixo industrial. Algumas indústrias do meio urbano produzem resíduos semelhantes ao doméstico. Exemplo disto são as padarias; os demais poderão ser enquadrados em lixo especial e ter o mesmo destino.

Lixo de serviço de saúde
Os serviços hospitalares, ambulatoriais e de farmácias são geradores dos mais variados tipos de resíduos sépticos, resultados de curativos e da aplicação de medicamentos, que em contato com o meio ambiente ou misturado ao lixo doméstico poderão ser patógenos ou vetores de doenças. Estes materiais devem ser destinados à incineração.

Lixo atômico

Produto resultante da queima do combustível nuclear, composto de urânio e enriquecido com isótopo atômico 235. A sua elevada radioatividade constitui um grave perigo à saúde da população, por isso deve ser enterrado em local próprio e inacessível.

Lixo espacial
Restos provenientes dos objetos lançados pelo homem no espaço, que circulam ao redor da Terra com a velocidade de cerca de 28 mil quilômetros por hora. São estágios completos de foguetes, satélites desativados, tanques de combustível e fragmentos de aparelhos que explodiram normalmente por acidente ou foram destruídos pela ação das armas anti-satélites.

Lixo radioativo
Resíduo tóxico e venenoso formado por substâncias radioativas resultantes do funcionamento de reatores nucleares. Como não há um lugar seguro paraarmazenar esse lixo radioativo, a alternativa recomendada pelos cientistas foi colocá-lo em tambores ou recipientes de concreto impermeáveis e à prova de radiação, e enterrá-los em terrenos estáveis no subsolo.
Fontes: Ecologia de A a Z - Pequeno
dicionário de Ecologia - Ed LP&M de
Delza de Freitas Menin - www.lixo.com.br

DESTINAÇÃO
Dados da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre) indicam que, para não sofrer com desastres ambientais, o país precisa acelerar a busca de soluções para os rejeitos industriais que produz. Segundo a entidade, as indústrias brasileiras geram três milhões de toneladas de resíduos perigosos por ano. Apenas 30% desses rejeitos, ou um milhão de toneladas, são tratados de maneira segura. O resto do lixo é depositado de forma inadequada no ambiente e pode resultar em problemas como a contaminação do solo, da água ou de pessoas que entrem em contato com o material. Para resolver o problema, a Abetre defende a criação de regras para o controle da estocagem e do descarte dos rejeitos industriais. (Rogério Kiefer) Relatamos aqui alguns tipos de destinação do lixo.

Lixões
Local onde o lixo é jogado a céu aberto e sem qualquer proteção ao meio ambiente, causando: poluição do solo, do ar, dos lençóis subterrâneos de água e rios, mau cheiro, proliferação de doenças e animais como ratos, baratas, moscas, urubus e outros. Geralmente, existem catadores de lixo que sobrevivem retirando alimentos desses locais e separando lixos recicláveis para comercializar. No Brasil é o destino final para 90% do lixo.

Vantagem
Nenhuma

Desvantagem
Coloca em risco a saúde da população, poluindo o solo, a água e o ar.

Aterros sanitários
Local onde o lixo deve ser enterrado numa área impermeabilizada com piche, cimento, asfalto ou plástico para impedir a penetração do chorume (líquido que escorre do lixo) no subsolo. Geralmente, após o lixo chegar, ocorre sua compactação e ele é recoberto com terra. O grande problema é que estes aterros têm uma chamada vida útil, ou seja, chega um momento em que não cabe mais lixo e uma nova área deve ser construída.

Vantagem
É uma técnica confiável, com baixo custo operacional.

Desvantagem
Mal administrados, os aterros se transformam em depósitos de ratos e insetos. Não há reciclagem de vários materiais.

Incineradores
Local onde o lixo é queimado a até 1.200C e reduzido a cinzas que serão levadas a aterros sanitários. Costumam poluir o ar e causar incômodos na população que vive próxima. É um processo muito caro e é mais utilizado para o lixo hospitalar.

Vantagem
Reduz o volume de resíduos. É higiênico e apropriado, principalmente para o lixo hospitalar. Pode ser aproveitado para produção de energia elétrica.

Desvantagem
Custo alto, os diferentes tipos de resíduos podem causar danos ao incinerador e a fumaça produzida polui o ar

Usinas de Compostagem
Local onde o lixo orgânico é separado, triturado, peneirado e, após processo de compostagem, é transformado em adubo orgânico. Geralmente o adubo vem misturado a plástico e vidro triturado, podendo ser altamente poluente se for utilizado. Muitas usinas têm problemas ao tentar comercializar o adubo de lixo. Em alguns locais a compostagem é utilizada para produção de biogás (gás natural) para gerar calor ou energia elétrica, dentro de biodigestores. Cerca de 30% da produção de alimentos vai para o lixo e poderia ser transformada em composto.

Vantagem
Reduz o volume de resíduos. O produto final pode ser utilizado como adubo e cobertura de aterros sanitários.

Desvantagem
O processo é lento e elimina gases mal cheirosos.

Centros de triagem ou Usinas de Reciclagem

Local onde o lixo é separado por catadores. O material reciclável é separado segundo seu tipo e vendido para empresas que promovem a reciclagem. O material orgânico é geralmente descartado.

Vantagem
Diminuição dos problemas ambientais (menos poluição, menos gastos com água e energia)

Desvantagem
Nenhuma

EMBALAGEM: QUANTO MAIS SIMPLES, MELHOR

O consumo é o principal objetivo do desenvolvimento de um produto e a embalagem que o envolve tem por finalidade protegê-lo e transportá-lo. Para que possamos reduzir a destinação de novas embalagens ao lixo, é de fundamental importância que passemos a utilizar embalagens reutilizáveis, ou seja, recicláveis. Convém observar tudo aquilo que diariamente depositamos em nossos lixos residenciais (latas de bebidas, plásticos em geral, papel, papelão, restos de comida, garrafas, etc). Estes são alguns dos muitos materiais encontrados em uma lata de lixo comum que podem e devem ser reaproveitados, a exemplo das embalagens retornáveis de bebidas. As embalagens são estrategicamente desenvolvidas para tornar os produtos mais atraentes aos olhos do consumidor e muitas vezes não passam de pacotes descartáveis, constituindo cerca de dois terços do lixo residencial. Mas ser decorativa não é sua única função. Muitas embalagens são necessárias à conservação de alimentos, mantendo-os livres de contaminação. Atualmente inúmeras embalagens já são feitas com produtos reciclados (o papelão é produzido com papel reciclado). Até mesmo as embalagens “longa vida”, antes desaconselháveis por possuírem alumínio e plástico em sua composição, dificultando a reciclagem, já estão sendo reaproveitadas na produção de telhas. Ser um consumidor consciente consiste, também, em optar por produtos com menos embalagens ou com embalagens recicláveis que permitam sua reutilização, ao invés de produtos com embalagens descartáveis, que após o uso se joga fora, contribuindo apenas para o aumento da quantidade de lixo.

Curiosidade:
Você sabe o que é preciclar? Muito simples, é pensar antes de comprar, ou seja, pensar no resíduo que será gerado.

Dicas
• A melhor embalagem é a que protege, conserva e acomoda os produtos com materiais recicláveis e não poluentes.

• Quando for comprar presentes, evite a utilização de embalagens em excesso.

• Sempre que possível e de maneira geral, evite os empacotamentos
desnecessários.


O LIXO E O CONSUMO
O capitalismo é responsável por um estilo de vida marcado por um intenso consumo de coisas (móveis, carros, televisores, cosméticos, etc.) e importantes recursos naturais (fauna, flora, etc.). É a chamada “sociedade de consumo”. Esta prática data do período Pós-Segunda Guerra Mundial, pois até então, os materiais e recursos eram ainda muito escassos. Durante a guerra, forçosamente, a maior parte da população mundial se viu obrigada a racionar alimentos e outros produtos, como o petróleo, passando a reaproveitar materiais já utilizados (reciclar), como roupas usadas, que eram reaproveitadas na
confecção de novas.

Ao término da guerra, a população mundial cresceu consideravelmente e houve uma tendênciaà urbanização gerada pelo êxodo rural, exigindo um aumento no abastecimento de alimentos e bens de consumo nas cidades. Com o decorrer dos anos este aumento se intensificou ainda mais. Produtos, objetos e recursos tornaram-se descartáveis para atender aos interesses do capitalismo, aumentando a quantidade de lixo existente no mundo - inclusive embalagens - e sem um prévio planejamento de meios adequados para dele se dispor. Ainda hoje, sofremos sérias dificuldades quanto ao destino final do lixo gerado pela humanidade (população mundial: 6.415.941.819 habitantes / população no Brasil: 182.933.847 habitantes. - dados colhidos do site do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, estimativas de janeiro de 2005), pois os sistemas naturais de reciclagem e de depósitos de lixo ainda não funcionam adequadamente, sobrecarregando-os. O lixo doméstico é um dos maiores responsáveis por essa sobrecarga. Na Europa, cada família enche, em média, duas latas de lixo por semana. Em Nova York, nos Estados Unidos, joga-se a maior quantidade diária de lixo: o equivalente à aproximadamente 1,8 kg por pessoa (24 mil toneladas de lixo ao dia). Já na Grande São Paulo, produz-se, a cada dia, 12 mil toneladas de lixo - equivalentes a 0,6 kg por pessoa. E, em todo o Brasil, são produzidos cerca de 230 mil toneladas diárias de lixo, transformando a convivência homem/natureza num verdadeiro desafio.

É imprescindível que se preserve o meio ambiente, portanto, é necessário uma mudança no nosso atual padrão de consumo. Precisamos aprender urgentemente a reaproveitar, reciclar, reutilizar, reinventar e reduzir nosso consumo. Dicas que podem ser utilizadas em nosso dia-a-dia para diminuir a produção de lixo e estimular o consumo consciente:

• Evite comprar legumes, frios e carnes em bandejas de isopor;

• Evite comprar produtos embalados em PETs (garrafas de plástico), preferindo, sempre que possível, garrafas de vidro que podem ser reutilizadas;

• Compre o suficiente para seu consumo, evitando desperdício de produtos e alimentos;

• Ponha no prato só o que você realmente for comer;

• Reaproveite sobras de alimentos de outros pratos: a casca de maçã serve para fazer chá, o talo de agrião pode ser utilizado em sopas, o talo de couve pode ser usado em sucos, a folha de cenoura pode ser consumida em saladas ou bolinhos, etc.;

• Leve seu lanche ou refeição em recipientes reutilizáveis e não embrulhados em plástico ou em“marmitex”;

• Reaproveite vidros de geléia, maionese, massa de tomate, etc.;

• Participe de bazares e feiras de troca (roupas, calçados, utensílios, etc.);

• Quando possível, utilize o lixo orgânico para compostagem de jardins e hortas caseiras.

LEMBRETE
É importante que façamos uma criteriosa separação de tudo aquilo que jogamos fora, pois muito se pode reciclar, reduzindo consideravelmente
a quantidade do lixo a ser coletado.

• Uma boa arma neste combate é compartilhar estes conhecimentos com nossos familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, etc.
“Consumo consciente = Consumidor responsável e ambientalmente correto”

O LIXO E A POBREZA
A ausência de uma infra-estrutura adequada à destinação final do lixo produzido no Brasil e no mundo gera sérios problemas de saneamento que agravam doenças anteriormente consideradas sob controle (dengue, cólera, etc.), provocando vítimas fatais, até mesmo em grandes cidades. O lixo depositado em locais indevidos, como córregos e margens de rios e estradas, polui o ambiente e aságuas utilizadas, também para o consumo humano, provocando grave desequilíbrio ambiental. Mas esta não é a única questão. O lixo ainda trazà tona os problemas sociais existentes no país (de norte ao sul), ou seja, em conseqüência do altoíndice de desemprego e da pobreza, muitas pessoas, inclusive famílias inteiras, são levadas a buscar nos lixões uma forma de sobrevivência. Elas vivem da garimpagem nos lixões e nas ruas, em busca de materiais para comercialização e também para a própria alimentação. Remexem sacos de lixo depositados por residências das regiões mais ricas da cidade e também dos supermercados e mercearias à procura de produtos com prazo de validade vencidos, descartados diariamente.

Muitos destes catadores nasceram, cresceram e criam seus filhos vivendo deste trabalho, de geração em geração, sendo muito comum a presença de crianças e adolescentes nestes locais. Esta situação de total precariedade traz inúmeras conseqüências, tais como: gravidez na
adolescência, uso de drogas, alto índice de abandono escolar, entre outros problemas. Portanto, o tema requer uma atenção especial e em conjunto, por parte do governo (Estadual e Federal), das Organizações Não-Governamentais (ONGs), de instituições religiosas, das universidades e da sociedade civil, objetivando solucionar o problema da forma mais abrangente possível. É necessário e emergencial resgatar a cidadania desses inúmeros trabalhadores que vivem em condições de extrema pobreza, sobrevivendo das sobras e desperdícios dos mais afortunados. A coleta seletiva seria, portanto, uma das alternativas no combate ao problema, pois poderia promover a organização das famílias catadoras de lixo em associações e cooperativas, possibilitando assim, a geração de postos de trabalho, de aumento na renda familiar e uma significativa melhora nas condições de vida (alimentação, moradia, saúde, educação, etc.), elevando, inclusive, a auto-estima dos mesmos. Atualmente, no Brasil, a reciclagem ainda se dá, em grande parte, num sistema de catação “informal”. Quanto aos produtos reciclados, observa-se uma predominância das latinhas de alumínio (70%) sobre outros materiais, como vidro (36%) e papel (32%).
A reciclagem tem se mostrado como um mercado promissor, que merece um planejamento adequado (recursos financeiros, tecnológicos, qualificação profissional, etc.), para não gerar falsas expectativas, respeitando-se a realidade de cada

localidade e, principalmente, buscando capacitar os catadores para que trabalhem dentro de todas as regras de segurança pessoal e coletiva. A eficiência desse trabalho levará à solução gradual do problema referente à destinação do lixo e de alguma forma, em melhoras, mesmo que mínimas, na questão social.
Dados extraídos do site: www.rebidia.org.br

O TRABALHO DAS CRIANÇAS
O grande número de crianças e adolescentes brasileiros que vivem da catação do lixo (latinhas de alumínio, vidros, papel, papelão, embalagens plásticas, restos de alimentos etc.) pertencem a famílias muito pobres. São, geralmente, filhos de trabalhadores de baixa instrução e de pouca qualificação profissional (garis, pedreiros, pintores, domésticas e diaristas) que à margem do mercado de trabalho, buscam no lixo sua fonte de sobrevivência. A remuneração que estas famílias recebem trabalhando com o lixo não chega a ultrapassar a média de dois salários mínimos. E é por esta razão que o trabalho destas crianças e adolescentes tornase fundamental na composição da renda familiar. Em
contrapartida, são submetidos a um trabalho desumano, pois ficam expostos a materiais de alta periculosidade como: alimentos contaminados, cacos de vidro, ferros retorcidos e enferrujados, e até mesmo, materiais e resíduos hospitalares, favorecendo o surgimento de doenças, além dos grandes esforços físicos empurrando carroças e carregando pesados fardos. Mesmo estando em idade escolar, a maioria destas crianças nunca foi à escola e as que chegaram a freqüentá-la acabam desistindo, devido ao preconceito que sofrem por serem “catadores de lixo”.

Em meio ao lixo, estas meninas e meninos conseguem encontrar brinquedos que seus pais jamais poderiam lhes dar e mesmo privados de uma infância normal, no caos dos lixões, encontram um momento para as brincadeiras características de criança.
Dados extraídos do site: www.lixoecidadania.org.br