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Publicidade é “a arte de exercer uma ação psicológica sobre o público”,
apresentando sempre as vantagens de um determinado produto, procurando
convencer o público da necessidade de adquiri-lo.
Temos casos de publicidade não verdadeira (prática proibida pelo Código de
Defesa do Consumidor), que induzem a erros na hora da compra, conforme
exemplos:
• remédios que prometem emagrecer em poucas semanas;
• compra de automóveis sem juros.
Artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90):
§ 10 “É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter
publicitário inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por
omissão, capaz de induzir a erro o consumidor a respeito da natureza,
características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer
outros dados sobre produtos e serviços.”
§ 20 “É abusiva a publicidade discriminatória de qualquer natureza, que incite a
violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de
julgamento e experiência da criança, desrespeite valores ambientais ou que seja
capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à
sua saúde ou segurança.”
O manual de “Consumo Sustentável”
do IDEC preconiza que: “Os produtos
que consumimos nem sempre são de
boa qualidade. Muitos deles são
fabricados de modo que tenham curta
duração e não permitam consertos ou
reutilização. Assim, vão rapidamente
parar nos lixões, onde geram mais
contaminação. Se mantivermos esse estilo de
vida não sustentável, exercendo excessiva
pressão sobre o meio ambiente, dentro de algum tempo
poderemos levar o planeta a um colapso. Antes que isso
ocorra, precisamos reagir contra o consumismo desenfreado preconizado pelas mensagens publicitárias.
Para isso, em primeiro lugar, é preciso desenvolver
nossa capacidade crítica em relação à publicidade para
evitar a manipulação da nossa liberdade de escolha. É
preciso também estar atento para os vários aspectos da
elaboração do produto, antes, durante e depois da
fabricação. Temos que adotar o hábito de avaliar
etiquetas e embalagens, verificar a natureza do produto,
sua qualidade, sua real utilidade, se o seu preço
corresponde ou não à qualidade e qual pode ser seu
impacto ambiental e social. Na hora de comprar, é
importante levar em consideração todos esses fatores,
mas talvez o mais difícil, e o mais importante, seja não
perder jamais de vista as nossas reais necessidades, e
evitar os exageros criados por uma cultura consumista” |
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