Cuidar de Você 16 de Setembro de 2016

Hipotireoidismo e hipertireoidismo: qual a diferença?


5 coisas que você precisa saber sobre doenças na tireoide.

Mulher com a mão no pescoço e cabeça para cima

 

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia faz um alerta para o aumento de casos de doenças na tireoide que podem causar desde mudanças no corpo como o emagrecimento rápido ou o ganho de peso (por isso, é comum ouvir pessoas dizerem que “tireoide engorda”, por exemplo), até sintomas bem mais graves.

Para esclarecer mais sobre os mitos e as verdades acerca da doença da tireoide, a Dra. Rejane Belchior, endocrinologista da Unimed Fortaleza, responde as dúvidas mais frequentes sobre o tema.

1. Quais são as principais doenças da tireoide?

As doenças da tireoide podem envolver a função da tireoide ou provocar o aparecimento de nódulos. A função da tireoide pode estar aumentada ou diminuída, como nos casos do hipertireoidismo e hipotireoidismo, como pode acontecer, além das questões hormonais, o surgimento de nódulos benignos ou malignos.

2. Qual a diferença entre o hipotireoidismo e o hipertireoidismo? E como identificar ou quais os sintomas dos distúrbios da tireoide?

Hipotireoidismo:

É a deficiência do hormônio da tireoide. A principal causa é a tireoidite de hashimoto, uma doença autoimune causada por fator genético, diminuindo a função da tireoide, ficando com pouco hormônio. É identificada clinicamente, são sintomas: a sonolência, queda de cabelo e unhas fracas, por exemplo. Porém, a confirmação do diagnóstico se dá por meio de exame de sangue.

Hipertireoidismo:

Conhecido popularmente como “tireoide alta”, é o excesso do hormônio da tireoide, provocando a aceleração do metabolismo. A doença da tireoide afeta a alimentação, pois é comum o paciente ter perda de peso, tremor nas mãos e coração acelerado.

Tabela comparativa de sintomas entre Hipotireoidismo e Hipertireoidismo

3. Como identificar nódulo na tireoide? Há tratamento para tireoide?

Médica com equipamento de ultrassom no pescoço de uma mulher

Durante a apalpação é possível identificar nódulos maiores de 1cm. Por isso, a identificação se dá, na maioria das vezes, pelo ultrassom da tireoide. Caso seja observado, o médico verifica a necessidade ou não de punção (procedimento para obter uma boa amostra da lesão suspeita) para identificar a natureza do nódulo.

4. Quando é necessário operar?

Os casos mais comuns são de nódulos benignos, que em geral, não são casos para cirurgia (tireoidectomia), mas apenas acompanhamento com o profissional. Nas mulheres com 40 anos de idade, por exemplo, a prevalência é de 35%, aumentando para 50% a prevalência em mulheres acima dos 50 anos.

5. Os distúrbios da tireoide têm cura?

Embora não haja cura definitiva para a doença, com o controle, é possível que o paciente tenha uma vida normal.

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