No aspecto financeiro da cooperativa, 2025 foi um ano de mudanças estratégicas, como:
Para adequar os valores estabelecidos dos produtos da Unimed Fortaleza, foi realizado trabalho técnico de revisão dos preços, respeitando as premissas de melhor adequação ao perfil de utilização, gestão de risco e maior competitividade em novas vendas, o que levou a ter em 2025, 493 cotações, aproximadamente 28% superior ao ano de 2024.
A participação na Comissão de Mercado também é um destaque do ano, onde são discutidas estratégias relativas aos contratos das pessoas jurídicas que, entre várias ações para o resultado positivo destes clientes, geraram um superávit de mais de R$ 90 milhões com os 10 maiores contratos da cooperativa.
Entre os estudos técnicos desenvolvidos, destacam-se a gestão das Provisões Técnicas, a exemplo da manutenção da nota técnica da Provisão PIC, atualizações na Peona SUS e colaboração na redução de, aproximadamente, R$16 milhões na Peona Demais Prestadores, com análises, projeções e revisões metodológicas.
Já no que condiz ao processamento dos custos assistenciais, no ano de 2025, a Unimed Fortaleza promoveu:
Em 2025, houve uma participação ativa nos projetos de sistemas e na evolução de processos que resultam em informações e relatórios na contabilidade. Foram elaboradas estruturas contábeis e de consolidação das Demonstrações Financeiras, Planos de Contas, Centros de Custos, mapeamento de riscos e todo o processo de integração com os sistemas da cooperativa, além da estrutura de orçamento e o apoio ao planejamento tributário e avaliação dos impactos da Reforma Tributária nos negócios internos.
Seguindo o avanço dos modelos de tributação sobre o consumo com a sanção da Lei Complementar nº 214/25, foi aprovado o projeto estratégico de implantação da Reforma Tributária na cooperativa, que consiste em duas ondas: a primeira, de preparação dos sistemas ERPs e dos sistemas emissores fiscais para cumprir com os requisitos da Lei no destaque do IBS, CBS e imposto seletivo a partir de 2026; já a segunda contempla os estudos e simulações para identificar os impactos na carga tributária da Unimed Fortaleza, além da criação de uma comissão de discussão técnica para orientar as demais áreas internas nas mudanças a serem aplicadas pela Reforma Tributária. Por fim, no ambiente tributário, houve uma importante atuação junto às Secretarias de Finanças dos municípios com as quais a operadora mantém relacionamento, como empresa-teste na fase de implantação dos emissores municipais que se comunicam com o Ambiente Nacional da Reforma Tributária.
No planejamento tributário, foram aprimorados os estudos para a recuperação de créditos, contribuindo diretamente para a sustentabilidade do caixa da cooperativa e na prestação de obrigações acessórias. Houve, ainda, a transição da ferramenta de envio da EFD-REINF (Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais), módulo do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), a ser utilizado pelas pessoas jurídicas e físicas, em complemento ao Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (e-Social).
Já no orçamento corporativo, o fortalecimento da cultura orçamentária foi concebido a partir de um trabalho consistente e do apoio fundamental da gestão, fortalecendo os níveis de governança e um orçamento essencialmente participativo. Além disso, a cooperativa promoveu a evolução dos modelos de acompanhamento das principais rubricas da Demonstração de Resultados, e a ampliação dos painéis de monitoramento e dos controles absolutos das contas.
Quanto à ampliação dos níveis de governança, foram obtidos resultados satisfatórios no monitoramento das Auditorias Independentes por meio dos PPAs (Relatórios de Procedimentos Previamente Acordados), do relatório de opinião sobre as Demonstrações Financeiras, do Relatório Circunstanciado em relação aos controles internos e no cumprimento dos requisitos das Resoluções Normativas nº 518/22 e nº 507/22 e alterações. A iniciativa garantiu maior confiabilidade, transparência e accountability junto aos órgãos internos de governança, aos órgãos fiscalizadores, à ANS e às demais partes interessadas.