Cuidar de Você 08 de Janeiro de 2019

Movimento antivacina: 4 doenças erradicadas que podem retornar ao Brasil


O crescimento do movimento antivacina preocupa especialistas da área da saúde no mundo inteiro. Neste post, você vai entender como surgiu o movimento e quais são suas graves consequências para a saúde da população mundial.

Mãos com luvas segurando uma vacina para trazer o questionamento sobre o movimento antivacina

Afinal, o que deu início ao movimento antivacina?

O médico britânico Andrew Wakefield publicou, em 1998, um estudo apontando uma possível relação entre a vacina tríplice viral e o desenvolvimento do autismo. Rapidamente, o medo das vacinas se espalhou pelo Reino Unido, o que ocasionou uma queda alarmante nas vacinações, situação que também ocorreu no Brasil.

Apesar da publicação ter sido realizada pela renomada revista científica “The Lancet”, a verdade é que a teoria apresentada por Wakefield não tinha fundamentos, nem seu autor tinha autorização do conselho médico do Reino Unido para realizar testes clínicos. O estudo foi desmentido várias vezes, como também foi desautorizado pelo conselho médico do país.

Posteriormente, descobriu-se também que os dados do estudo foram alterados por Wakefield para beneficiar sua teoria, se tornando uma fraude.

Em 2004, a revista científica de medicina reconheceu a falha ao publicar o estudo sem embasamentos e se retratou publicamente. No entanto, muitos pais continuaram com receio de vacinar seus filhos, dando mais forças ao movimento antivacina.

Reintrodução de doenças: o perigo eminente

Mesmo com a retratação pública, os adeptos do movimento antivacina crescem a cada dia. Esse fato tem preocupado fortemente a classe médica, pois há um temor pela reintrodução de doenças que não foram eliminadas totalmente.

O iminente perigo da reintrodução de doenças já erradicadas se dá por conta da vacinação ser a melhor – senão a única – forma de preveni-las.

4 doenças erradicadas que podem retornar ao Brasil   

1 . Sarampo

Doença considerada erradicada em 2016 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o sarampo não registrava casos há mais de um ano. Infelizmente, esse quadro mudou em 2018. Boletins da OMS apontam para um surto no País.

2. Poliomielite

O Ministério da Saúde emitiu um alerta onde 312 cidades brasileiras correm o perigo da reintrodução da doença. A baixa cobertura vacinal e os crescentes adeptos ao movimento antivacina trazem este perigo à tona.

3. Difteria

Doença bacteriana aguda localizada frequentemente nas amígdalas, laringe e nariz. A maneira mais eficaz de preveni-la é por meio da vacinação. Por isso, a importância de manter o cartão de vacinação de seu filho sempre atualizado.

4. Rubéola

A vacina tríplice viral protege contra três doenças: sarampo, caxumba e a rubéola. Esta última, é transmitida no contato com uma pessoa acometida pela doença seja no tossir, falar ou até respirar. Sua única forma de prevenção? É a vacinação.

Brasil abaixo da meta de vacinação

Membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, a Dra. Gláucia Ferreira, falou sobre a importância da vacinação: “Se as pessoas deixarem de se vacinar ficarão expostas às doenças as quais elas preveniram. A tríplice viral foi implantada no país gradativamente na década de 90 entre crianças de 0 a 11 anos. Por isso, pessoas com até 30 anos não chegaram nem a conhecer tais doenças. Em 2018, a meta de imunização era de 95% mas, na maior parte do Brasil, não chegou a 76%”. Relatou.

Sabemos que com a correria de nossas atividades diárias, algumas obrigações acabam passando despercebidas. Isto pode acontecer, inclusive, com as vacinas. Mas lembre-se de colocar a sua saúde e da sua família em primeiro lugar. Veja também quais as principais vacinas e os períodos corretos para tomá-las no vídeo abaixo e inscreva-se em nosso canal no Youtube para mais conteúdos como esse!

Dra. Glaucia, infectologista


Conteúdo aprovado em parceria com a infectologista Dra. Gláucia Ferreira

Médica infectologista pediátrica do Hospital São José de Doenças Infecciosas | Supervisora da Residência Médica de Infectologia Pediátrica do Hospital São José de Doenças Infecciosas | Infectologista Pediátrica do Hospital Regional Unimed

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