Movimente-se 09 de Julho de 2019

Correr em jejum faz mal? Saiba como evitar resultados indesejados


Se você é adepto à prática de exercícios aeróbicos, é possível que já tenha questionado sobre o que é mais eficiente para queimar gordura: correr ou não correr em jejum? Continue a leitura e saiba o que os profissionais recomendam.

Mulher correndo em jejum com muro ao fundo

Toda pessoa que realiza algum tipo de exercício físico, seja simples ou que exija mais esforço, precisa de uma rica fonte de nutrientes e energia para atingir os resultados almejados. O jejum, no entanto, não garante o armazenamento desses componentes tão importantes para a prática de exercícios.

Quando se fala em correr em jejum, há questionamentos sobre a queima de gordura ser de forma mais rápida ou não, e se é prejudicial à saúde. Para responder às dúvidas, convidamos os profissionais da Medicina Preventiva da Unimed Fortaleza.

Correr em jejum é prejudicial à saúde?

Não é diretamente prejudicial porque existem pessoas adeptas à prática, como alguns atletas, que possuem o organismo preparado para este fim. No entanto, pode promover alguns malefícios a quem quer realizar, mas não tem o organismo preparado.

De acordo com profissional de Educação Física Abel Rodrigues, “essa prática por pessoas que não são adeptas pode causar mal-estar durante a atividade e baixo rendimento porque o corpo está despreparado e pode cansar mais rápido, já que está sem a fonte ideal de energia”.

A nutricionista Tamyres Ribeiro explica que, primeiro, é preciso saber que o jejum deve ser contado a partir do horário em que foi realizada a última refeição e não essencialmente da hora em que acordou.“Para praticar algum aeróbico em jejum, é necessário ter em mente que, no período em que o corpo estava sem receber alimentação, ou seja, no jejum, o organismo já estava acessando as reservas de energia e utilizando-as. Então, ao realizar uma atividade física em jejum, as reservas de energia serão utilizadas com mais intensidade”, observa a profissional.

Quando se realiza uma atividade física em jejum e o organismo não está acostumado, o risco de se ter uma hipoglicemia é alto. Além de outros danos, como maior facilidade a ter lesões e até entrar em um quadro de anorexia se privando de comer, porque a pessoa pode começar a ter uma percepção de que, mesmo se exercitando em jejum, perde pouco peso. Por isso, é extremamente importante o acompanhamento profissional para quem quer praticar a corrida e deseja fazer isso em jejum.

Correr em jejum queima mais gordura?

Mulher correndo na esteira suada gerando a dúvida se correr em jejum faz mal ou não

Quando se está em jejum, há menos reservas de energia por causa da falta de alimentação, o que permite que o organismo comece a queimar gordura mais rapidamente. No entanto, além da gordura, perde-se também massa magra, que é o músculo, porque o corpo procurará por energia e, não havendo reserva de nutrientes, acessará a musculação.

O profissional Abel Rodrigues, explica que a corrida em si já emagrece, porque é especialmente voltada para a perda de peso e equilíbrio para uma boa condição física.“Essa prática em jejum, no entanto, mais atrapalha do que ajuda na garantia de uma boa performance. Como profissional e entendedor do que o corpo precisa para um desempenho satisfatório, posso afirmar que, se a fonte de nutrientes não estiver balanceada, durante a corrida ou qualquer outro exercício, o organismo vai procurar retirar energia de outras partes, como do músculo. O que impedirá o melhor rendimento da pessoa no exercício”, pondera.

Descubra 5 mitos e verdades sobre o percentual de gordura

3 recomendações para você correr em jejum

Para a pessoa que não tem o seu organismo adaptado para correr em jejum, o ideal é ter o acompanhamento profissional, tanto de um(a) nutricionista como de um(a) profissional de educação física. Assim será possível compreender o que é o ideal para o seu organismo, se há estrutura para correr em jejum, qual a alimentação ideal e qual é a intensidade correta das atividades.

Para quem deseja iniciar a prática, a nutricionista Tamyres Ribeiro destaca 3 recomendações:

1. Inicie ingerindo alimentos com baixo teor calórico, que fará com que o organismo consiga acessar as reservas de gordura, mantendo a performance com a utilização das calorias oriundas da alimentação;

2. Coloque frutas com baixo índice glicêmico no seu pré e pós-treino, como: tangerina, laranja, maçã e ameixa fresca, e opte também por fontes proteicas, como leite e iogurte;

3. Outros alimentos importantes são os que contêm antioxidantes (frutas, hortaliças, sementes e oleaginosas), porque atuam impedindo a morte celular precoce, que fragiliza a musculatura e os órgãos.

Para concluir, a nutricionista orienta a pensar em um jejum diferente antes de realizar alguma atividade física, “é interessante pensar em um jejum com período prolongado de acordo com o que o organismo pode suportar sem ser prejudicado e devidamente acompanhado de uma alimentação adequada”. Mas lembre-se também de sempre consultar profissionais capacitados.

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O que é a Medicina Preventiva?

Com uma equipe multidisciplinar de médicos, nutricionistas, psicólogos, entre outras especialidades, a Medicina Preventiva oferece serviços gratuitos, como orientação e acompanhamento personalizado para clientes Unimed Fortaleza. Saiba mais sobre os grupos e serviços ofertados.

Conteúdo desenvolvido em parceria com os profissionais:
Tamyres Ribeiro – Nutricionista da Medicina Preventiva da Unimed Fortaleza
Abel Rodrigues – Profissional de Educação Física da Medicina Preventiva da Unimed Fortaleza

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