Cuidar de Você 19 de Fevereiro de 2019

Virose da mosca: como combater o surto e se proteger?


A virose da mosca tem feito cada vez mais casos e preocupado muitas famílias. Saiba agora como se proteger e deixá-la bem longe de sua casa.

Mãos lavando tomates em água corrente: uma das formas de evitar a virose da mosca

O início do ano é caracterizado pela quadra chuvosa, que favorece o aparecimento de doenças. Uma, em específico, tem chamado bastante atenção devido ao crescente números de casos e por seu nome incomum que tornou-se bem popular.

Conhecida cientificamente como Doença Diarreica Aguda (DDA) ou Gastroenterite Aguda, a virose da mosca ganhou este nome devido ao crescente aparecimento de moscas no período chuvoso do ano. Estas, pousam em áreas contaminadas e depois em alimentos, podendo transportar microrganismos que levam doenças para dentro de sua casa.

Mas, você sabia que as moscas não são as únicas que podem transmitir a virose?

Como ocorre a transmissão?

Mesmo por esse nome, a virose da mosca não é transmitida apenas por este inseto. A transmissão ocorre principalmente por meio da contaminação de alimentos e água, o que pode acontecer através das mãos da própria pessoa ou de outras ou de insetos que transportem os microrganismos.

Leia mais: 10 doenças transmitidas por alimentos contaminados

6 sintomas comuns da virose da mosca

  • 1. Náuseas
  • 2. Vômitos
  • 3. Diarreia
  • 4. Febre
  • 5. Cólicas abdominais
  • 6. Desidratação, em casos mais graves

Persistindo os sintomas ou surgindo sinais de desidratação, não hesite em procurar o médico.

Confira 9 sinais de desidratação

  • 1. Sede
  • 2. Boca seca e pegajosa
  • 3. Sonolência ou cansaço – as crianças tendem a ser menos ativas do que o habitual
  • 4. Diminuição da produção de urina – para bebês: não molhar a fralda por três horas ou mais
  • 5. Pouca ou nenhuma lágrima ao chorar
  • 6. Pele seca
  • 7. Dor de cabeça
  • 8. Prisão de ventre
  • 9. Tonturas ou vertigens

Algumas condições – ambientares ou alimentares – também pode contribuir para o aparecimento da virose da mosca.

5 condições que favorecem o seu aparecimento

  1. Deficiência de higiene ambiental e pessoal;
  2. Má higienização dos alimentos;
  3. Ingestão de água sem tratamento;
  4. Proliferação de insetos;
  5. Coleta de lixo irregular.

Segundo a médica infectologista da Unimed Fortaleza, Dra. Mônica Façanha, as causas do aparecimento de sintomas como esses, incluem vírus, bactérias e parasitas intestinais. E, dentre os vírus, o mais frequente costuma ser o rotavírus. Desde 2006, a vacina contra ele passou a ser administrada regularmente em crianças no primeiro ano de vida, ocasionando a sua redução.

6 atitudes que protegerão sua família da virose da mosca

Lavando as mãos na pia em água corrente

  1. Sempre lavar as mãos com água e sabão;
  2. Utilizar álcool gel, sempre que puder;
  3. Ter cuidado ao manusear e preparar alimentos;
  4. Sempre lavar as mãos antes e depois de usar o banheiro;
  5. Lavar bem as frutas e verduras. Especialmente as que são ingeridas com casca;
  6. Manter o ambiente limpo para proteger os alimentos de moscas, baratas e outros vetores.

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Mesmo com todos os cuidados, uma hora ou outra algo pode passar despercebido e a virose da mosca pode acometer você ou alguém de sua família. Atendimento médico adequado e cuidados caseiros te ajudarão neste momento. “O tratamento começa pela hidratação do paciente. Água de côco, sucos e caldos devem ser ingeridos em pequenas quantidades várias vezes ao dia”, explica a Dra. Mônica.

Cuidar para proteger

Não há segredo, a prevenção é sempre o melhor remédio. Confira abaixo um resumo das dicas de hoje e não deixe de compartilhar com seus amigos e familiares:

Tabela com o que evitar e como se proteger da virose da mosca

Foto da Dra. Mônica Façanha

Conteúdo desenvolvido em parceria com a médica infectologista Dra. Mônica Cardoso Façanha.

Formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC), possui residência em Clínica Médica – Hospital dos Servidores do Rio de Janeiro, mestrado em Doenças Infecciosas – UFRJ e doutorado em Farmacologia – UFC. É professora titular de Clínica de Doenças Infecciosas da Faculdade de Medicina da UFC.

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